Conhecimento…
Numa
perspetiva histórica, percebe-se que do ponto económico, podemos identificar
várias fases; identifica-se uma sociedade agrícola, (terra/mão de obra),
sociedade industrial (capital/trabalho) e na
atualidade sociedade do conhecimento. Na qual o conhecimento passa a ser
o fator gerador de riqueza e desenvolvimento dos países. Para Gorz (2005) não
são os produtos de trabalho cristalizado, mas o conhecimento cristalizado a
principal força produtiva.
Deste
modo a sociedade do conhecimento é aquela em que o conhecimento é o principal
fator estratégico de riqueza e poder, quer seja ao nível das organizações como
ao nível dos países.
Esta
última mudança que ocorreu, será alvo da nossa reflexão, pois surgiu um novo paradigma ao nível da
comunicação.
Esta
perdeu o caris tradicional, dos media de “um
para muitos”.Com o surgimento da internet, a comunicação passou a
disseminar-se de “muitos para muitos”.
A
Word Wide Web, segundo Lévy (2007), constitui a maior revolução na história da
escrita, depois da invenção da imprensa.
Perante
esta nova realidade social, assente na acumulação de conhecimentos, e com a
alteração das noções de espaço e tempo, pois a informação circula sem o entrave
quer do tempo quer do espaço, “à distância de um clic”. Estamos pois, perante
um fenómeno, efeito direto das tecnologias de informação e comunicação, o
fenómeno da globalização. Permite proceder a ligações a nível planetário.
A
reflexividade da vida moderna, segundo Giddens (1996), tende a introduzir
práticas sociais, que são constantemente reformuladas, à luz das informações
sobre elas adquiridas.
É
neste quadro de referência que se procura desenvolver contextos gerais mais
significativos que enquadra a problemática da relação
Sociedade/Educação/Sistemas Educativos.
As
grandes transformações em curso, questionam as politicam educativas e
questionam o papel da educação e dos sistemas educativos, nesta dinâmica
social.
Nos
anos 70 houve a necessidade de escolarizar, todos, em obediência. Nos anos 80 a
escolarização pretendia satisfazer a procura social. A partir dos anos 90 a
escolarização passou a ter como característica a qualidade, exigindo o
desenvolvimento de novas capacidades, possibilitando atualização e formação
contínua, novas competências técnicas bem como novas formas de
emancipação/individualização.
As
inúmeras mudanças que ocorreram, colocam a educação e a escola no centro da
sociedade. Por sua vez, o individuo toma parte ativa nas suas opções e decisões
que lhe dizem respeito, abandona o papel passivo, inerente ao papel
desempenhado no anterior modelo.
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Foi feita alusão a
sistema, vários autores deram o seu contributo no sentido de melhor se
entender esta noção. Destaca-se aqui a perspetiva de Edgar Morim (2007) que
definiu como “unidade global
organizada de inter-relações entre elementos, acções ou indivíduos”.
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Numa
economia em rápida transformação, a desigual partilha de conhecimentos, entre
países mais desenvolvidos e países menos desenvolvidos, a educação tem um papel
muito importante na promoção de desenvolvimento.
No
entanto, a participação das mulheres na educação, nas sociedades menos
desenvolvidas está aquém do que é espectável.
Uma
vez que o desenvolvimento económico não garante o desenvolvimento humano, surge
a necessidade de dotar os indivíduos com as ferramentas que lhe permitam
controlar o seu próprio desenvolvimento. Foi nesta sequência de ideias que
surgiu a noção de educação básica, para que possa conferir as competências
básicas e colmatar os desajustes que possam ser encontrados.
A
estratégia utilizada, foi a criação de sistemas educativos. Estes impõem um
modelo educativo único, que irá limitar o desenvolvimento pessoal, pois não tem
em conta a diversidade individual.
O
desafio, aos sistemas educativos, será tornar os mesmos flexíveis, que tenham
capacidade de mudança e funcionem de forma a agregar indivíduos para com a
partilha de saberes, enriqueçam enquanto indivíduos.
O
sistema educativo Português, engloba crianças desde o Pré – escolar ao Ensino
Superior. Tem sido bem classificado do ponto de vista investimento per capita
mas apresenta problemas ao nível dos resultados.
Para
promover melhorias, será necessária a participação ativa da sociedade portuguesa,
superando o “divórcio” que existe
entre ambos, mas também reforçar o papel fundamental que os professores
desempenham no sistema educativo Português.
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