sexta-feira, 7 de novembro de 2014

   

Conhecimento…


Numa perspetiva histórica, percebe-se que do ponto económico, podemos identificar várias fases; identifica-se uma sociedade agrícola, (terra/mão de obra), sociedade industrial (capital/trabalho) e na  atualidade sociedade do conhecimento. Na qual o conhecimento passa a ser o fator gerador de riqueza e desenvolvimento dos países. Para Gorz (2005) não são os produtos de trabalho cristalizado, mas o conhecimento cristalizado a principal força produtiva.
Deste modo a sociedade do conhecimento é aquela em que o conhecimento é o principal fator estratégico de riqueza e poder, quer seja ao nível das organizações como ao nível dos países.



Esta última mudança que ocorreu, será alvo da nossa reflexão, pois  surgiu um novo paradigma ao nível da comunicação.
Esta perdeu o caris tradicional, dos media de “um para muitos”.Com o surgimento da internet, a comunicação passou a disseminar-se de “muitos para muitos”.
A Word Wide Web, segundo Lévy (2007), constitui a maior revolução na história da escrita, depois da invenção da imprensa.


Perante esta nova realidade social, assente na acumulação de conhecimentos, e com a alteração das noções de espaço e tempo, pois a informação circula sem o entrave quer do tempo quer do espaço, “à distância de um clic”. Estamos pois, perante um fenómeno, efeito direto das tecnologias de informação e comunicação, o fenómeno da globalização. Permite proceder a ligações a nível planetário.
A reflexividade da vida moderna, segundo Giddens (1996), tende a introduzir práticas sociais, que são constantemente reformuladas, à luz das informações sobre elas adquiridas.
É neste quadro de referência que se procura desenvolver contextos gerais mais significativos que enquadra a problemática da relação Sociedade/Educação/Sistemas Educativos.
As grandes transformações em curso, questionam as politicam educativas e questionam o papel da educação e dos sistemas educativos, nesta dinâmica social.
Nos anos 70 houve a necessidade de escolarizar, todos, em obediência. Nos anos 80 a escolarização pretendia satisfazer a procura social. A partir dos anos 90 a escolarização passou a ter como característica a qualidade, exigindo o desenvolvimento de novas capacidades, possibilitando atualização e formação contínua, novas competências técnicas bem como novas formas de emancipação/individualização.  
As inúmeras mudanças que ocorreram, colocam a educação e a escola no centro da sociedade. Por sua vez, o individuo toma parte ativa nas suas opções e decisões que lhe dizem respeito, abandona o papel passivo, inerente ao papel desempenhado no anterior modelo.


Foi feita alusão a sistema, vários autores deram o seu contributo no sentido de melhor se entender esta noção. Destaca-se aqui a perspetiva de Edgar Morim (2007) que definiu como “unidade global organizada de inter-relações entre elementos, acções ou indivíduos”.


 






Numa economia em rápida transformação, a desigual partilha de conhecimentos, entre países mais desenvolvidos e países menos desenvolvidos, a educação tem um papel muito importante na promoção de desenvolvimento.
No entanto, a participação das mulheres na educação, nas sociedades menos desenvolvidas está aquém do que é espectável.
Uma vez que o desenvolvimento económico não garante o desenvolvimento humano, surge a necessidade de dotar os indivíduos com as ferramentas que lhe permitam controlar o seu próprio desenvolvimento. Foi nesta sequência de ideias que surgiu a noção de educação básica, para que possa conferir as competências básicas e colmatar os desajustes que possam ser encontrados.
A estratégia utilizada, foi a criação de sistemas educativos. Estes impõem um modelo educativo único, que irá limitar o desenvolvimento pessoal, pois não tem em conta a diversidade individual.
O desafio, aos sistemas educativos, será tornar os mesmos flexíveis, que tenham capacidade de mudança e funcionem de forma a agregar indivíduos para com a partilha de saberes, enriqueçam enquanto indivíduos.
O sistema educativo Português, engloba crianças desde o Pré – escolar ao Ensino Superior. Tem sido bem classificado do ponto de vista investimento per capita mas apresenta problemas ao nível dos resultados.

Para promover melhorias, será necessária a participação ativa da sociedade portuguesa, superando o “divórcio” que existe entre ambos, mas também reforçar o papel fundamental que os professores desempenham no sistema educativo Português. 

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