domingo, 25 de janeiro de 2015

Avaliação dos sistemas educativos da União Europeia

A unificação da Europa pressupõe uma unificação educativa. No entanto isso não acontece, existem tantos Sistemas Educativos quantos países. A avaliação dos Sistemas Educativos, permite avaliar a eficácia de uma política, comparando os seus resultados aos objetivos assinalados bem como aos meios disponíveis. Podemos assim distinguir três modelos de avaliação no que diz respeito á educação: o inglês, o francês e o finlandês.

Modelo Concorrencial inglês – O Ministério da Educação criou dois organismos para instaurar a avaliação. Um define e controla a inspeção dos estabelecimentos. O outro elabora programas nacionais, trata da avaliação da aprendizagem dos alunos, bem como dos resultados dos exames e das avaliações específicas em massa. Posteriormente produzem informações a respeito dos estabelecimentos, com vista a informar os pais da ação educativa das coletividades locais.
A avaliação feita aos alunos mede a sua competência na leitura, matemática e ciências. É um modelo muito descentralizado, fortemente regulamentado.
Modelo de “interesse Geral” francês – A avaliação do Sistema Educativo é feita pelo Ministério da Educação, encarregado de duas estruturas: inspeção e da administração da educação nacional. A primeira assegura a avaliação profissional dos professores e das formações. A segunda avalia os estabelecimentos escolares e o funcionamento administrativo do ministério. A avaliação é de natureza qualitativa. Depois, a Direção de Programação e do Desenvolvimento, estabelece uma avaliação quantitativa do Sistema Educativo, com base em informações estatísticas.
O modelo finlandês - compromisso entre a igualdade e a eficácia – Os resultados da pesquisa de PISA 2000 colocam a Finlândia no primeiro lugar entre países da EU. A avaliação é efetuada em todos os níveis de educação, é dada grande importância à auto-avaliação. É um modelo muito descentralizado, encorajando a concorrência entre estabelecimentos. A forte autonomia dos estabelecimentos escolares, faz-se acompanhar de uma avaliação externa que substitui as normas legais de controle dos estabelecimentos. O nível de financiamento dos estabelecimentos depende do resultado da sua ação.

A avaliação surgiu como uma exigência conduzida pela sociedade ao Sistema Educativo. É legítimo que as organizações educativas, responsáveis pela sua ação, encontrem meios de conhecer os resultados da avaliação, funcionamento interno do estabelecimento, utilizando os seus recursos financeiros e humanos e a sua inserção na sociedade local, para concretização de objetivos educativos onde se irá desenvolver a avaliação.
Constata-se que a avaliação escolar e a cultura da avaliação se desenvolvem mais precocemente nos países de cultura protestante, como a Inglaterra ou os países escandinavos.
O lugar que se reconhece à avaliação escolar depende, segundo Roggero (2002) do estatuto do Estado e da política na sociedade, afirmando mesmo que a questão da avaliação dos Sistemas Educativos é política.
Considerando o Sistema Educativo ou uma organização educativa como m sistema complexo, isto é, capaz de proceder a uma auto-eco- reorganização, toma-se consciência que ele depende da sua história, dos relacionamentos com o meio ambiente e a sua identidade interna. Nos Estados Unidos e no Canadá, a satisfação do cliente constitui o critério essencial da avaliação e é pedido a ele que indique o seu nível de satisfação em relação ao ensino.

A avaliação dos Sistemas Educativos nos países Europeus está pois, em marcha…

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