Avaliação dos sistemas educativos da União Europeia
A
unificação da Europa pressupõe uma unificação educativa. No entanto isso não
acontece, existem tantos Sistemas Educativos quantos países. A avaliação dos
Sistemas Educativos, permite avaliar a eficácia de uma política, comparando os
seus resultados aos objetivos assinalados bem como aos meios disponíveis.
Podemos assim distinguir três modelos de avaliação no que diz respeito á
educação: o inglês, o francês e o finlandês.
Modelo Concorrencial inglês – O Ministério
da Educação criou dois organismos para instaurar a avaliação. Um define e
controla a inspeção dos estabelecimentos. O outro elabora programas nacionais,
trata da avaliação da aprendizagem dos alunos, bem como dos resultados dos
exames e das avaliações específicas em massa. Posteriormente produzem
informações a respeito dos estabelecimentos, com vista a informar os pais da
ação educativa das coletividades locais.
A avaliação
feita aos alunos mede a sua competência na leitura, matemática e ciências. É um
modelo muito descentralizado, fortemente regulamentado.
Modelo de “interesse Geral” francês – A avaliação
do Sistema Educativo é feita pelo Ministério da Educação, encarregado de duas
estruturas: inspeção e da administração da educação nacional. A primeira
assegura a avaliação profissional dos professores e das formações. A segunda
avalia os estabelecimentos escolares e o funcionamento administrativo do
ministério. A avaliação é de natureza qualitativa. Depois, a Direção de
Programação e do Desenvolvimento, estabelece uma avaliação quantitativa do
Sistema Educativo, com base em informações estatísticas.
O modelo finlandês - compromisso entre a igualdade e a
eficácia – Os resultados da pesquisa de PISA 2000 colocam a Finlândia
no primeiro lugar entre países da EU. A avaliação é efetuada em todos os níveis
de educação, é dada grande importância à auto-avaliação. É um modelo muito
descentralizado, encorajando a concorrência entre estabelecimentos. A forte
autonomia dos estabelecimentos escolares, faz-se acompanhar de uma avaliação
externa que substitui as normas legais de controle dos estabelecimentos. O
nível de financiamento dos estabelecimentos depende do resultado da sua ação.
A avaliação
surgiu como uma exigência conduzida pela sociedade ao Sistema Educativo. É
legítimo que as organizações educativas, responsáveis pela sua ação, encontrem
meios de conhecer os resultados da avaliação, funcionamento interno do
estabelecimento, utilizando os seus recursos financeiros e humanos e a sua
inserção na sociedade local, para concretização de objetivos educativos onde se
irá desenvolver a avaliação.
Constata-se
que a avaliação escolar e a cultura da avaliação se desenvolvem mais
precocemente nos países de cultura protestante, como a Inglaterra ou os países escandinavos.
O lugar que
se reconhece à avaliação escolar depende, segundo Roggero (2002) do estatuto do
Estado e da política na sociedade, afirmando mesmo que a questão da avaliação
dos Sistemas Educativos é política.
Considerando
o Sistema Educativo ou uma organização educativa como m sistema complexo, isto
é, capaz de proceder a uma auto-eco- reorganização, toma-se consciência que ele
depende da sua história, dos relacionamentos com o meio ambiente e a sua
identidade interna. Nos Estados Unidos e no Canadá, a satisfação do cliente constitui
o critério essencial da avaliação e é pedido a ele que indique o seu nível de
satisfação em relação ao ensino.
A avaliação
dos Sistemas Educativos nos países Europeus está pois, em marcha…
Sem comentários:
Enviar um comentário